Olá pessoas!
ACABOU! Pois é pessoas, sábado passado foi a última sessão do RPG de Feiticeiros de mesa. Desta forma, terminei ambos os Feiticeiros, onde o do fórum havia sido cancelado (aos que não sabiam). Sete sessões de jogo pode parecer pouco, ainda mais se levarmos em consideração que as duas primeiras foram exclusivas para ajustarmos o sistema. Entretanto, desde o seu início o RPG tinha como premissa auxiliar nos testes finais do SANDU RPG. Somado a isso, não ando muito satisfeito com o cenário do Feiticeiros desde que cancelei o jogo do fórum, pois sinto que falta algo nele que não sei bem o que é. O jeito é deixá-lo na geladeira por enquanto. Além disso, sempre que narro jogos no estilo Mundo das Trevas tendo a acabar o RPG antes de 10 sessões, com seu início, meio e fim bem definidos. Mas ainda cabem continuações? Com certeza que sim, assim como em filmes fechados que depois tem a sua trilogia (Matrix e Piratas do Caribe, por exemplo). Mas chega de papo e vamos ao RPG em si
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O DESAURIDO E A FILHA PERDIDA
“O Mendigo” (Flávio) não participou dos eventos da última sessão, isso porque estava dormindo em seu refúgio após uma longa noite de pesquisa e magia tentando descobrir o que e como exatamente o demônio Judas Carionte o havia enlouquecido. Ao acordar, após o meio dia, ele foi informado por um membro da sua gangue que muita coisa tinha acontecido nesse meio tempo. Foi então que ele soube sobre o ataque vampírico a Trafalgar Square, e resolveu ir lá investigar. Usando uma magia de tempo, ele vislumbrou os detalhes do ocorrido e se inteirou do que houve na última sessão. Foi então que sentiu um fluxo mágico poderoso e se teleportou para o local.
Enquanto isso, Ezili (Joka), Laureen (Leish) e David (Thalysson), juntamente com o gárgula Agregord, entraram no esconderijo de Lady Scarlet a fim de descansar um pouco para seguir adiante no confronto contra os vampiros. Entretanto, eles são surpreendidos pela presença do desaurido Levi, servo do demônio, destruindo o local e que veio em busca de levar Carrie, a amiga de Laureen recém transformada em vampira, à presença de Judas. Em uma batalha feroz contra o deturpador da magia e da realidade, mas com a perda do gárgula e do vampiro Adrian Lins, que estava protegendo Carrie, eles então conseguem arrancar a alma do desaurido de seu corpo e libertá-lo da sua loucura. Entretanto, quando a batalha parecia perdida, mais uma serva do demônio aparece: Symbiam. Com seus poderes de trevas, ela tenta levar Carrie, mas “O Mendigo” então aparece e a impede. Symbiam tenta retaliar, mas é impedida por Terry Richards, pai de David, que chega após um teleporte. Mais uma vez Symbiam ataca, desta vez visando o mago mais velho, e ele percebe que ela é a sua filha a muito desaparecida (David, que estava fazendo um ritual com Ezili para “trazer de volta” Laureen, quase perde sua concentração quando percebe isso). Abalado, Terry é um alvo fácil, mas “O Mendigo” retribui a proteção que recebeu do mago antes e teleporta tanto Symbiam quanto Carrie para um plano paralelo que só ele conhece. Com o fim das hostilidades, todos se reúnem para avaliar os estragos.
O PLANO DE JUDAS
Lady Scarlet, que aparentava estar morta desde o início do confronto, vai até o grupo auxiliada por Edgar Philler, que ajudou um pouco na batalha e deu o golpe final no corpo do desaurido. Marie (Buca, que não veio mais uma vez), que estava presa numa parede por barras de ferro e não conseguia se libertar, foi ajudada também. Numa breve reunião, os magos pensam sobre o que podem fazer, até que o espírito de Levi, o desaurido, surge para eles. Ele os explica o que o demônio Judas pretende de fato, e como o fará para alcançá-lo, justificando sua traição ao dizer que ele só se tornou um desaurido porque o próprio demônio o jogou à loucura sem que desejasse.
No dia 21 de dezembro de 2012, a exatos 1 mês atrás, três nefandi conjuraram o demônio na noite em que o véu que separa os mundos estava mais fino. Esses magos eram o próprio Levi, seu pai Van Vakslovth (o nefandi russo), e Igor Mark (apresentado na Cena Extra #2). Como sendo o superior deles, o demônio explicou-os como proceder para conseguirem trazer ao mundo o verdadeiro mestre deles, o Ourter God Nyarlathotep. A chegada do demônio havia revelado a porta, mas eles precisariam da chave para abri-la, só podendo confeccioná-la quando o mundo entrasse em caos total e a máscara dos seres sobrenaturais fosse retirada (quem leu a Cena Extra #2 sabe que isso já estava acontecendo, mas os personagens não). Levi os disse que a noite seria aquela, na primeira hora do por do sol (18 horas), e que faltava apenas meia hora para tal evento. Para confeccionar a chave eles precisariam sacrificar três pessoas: um vampiro recém transformado (o sangue novo amaldiçoado), um mago poderoso e antigo (o sangue experiente encantado), e um terceiro desconhecido que eles já possuíam. Isso justificou o porquê deles quererem a Carrie, mas Levi explicou que o plano não poderia depender apenas dela e que, já que ele havia falhado, o demônio com certeza teria outro alvo em mente para substituí-la. Em dívida por eles terem liberado sua alma da loucura, Levi afirmou que os levariam até o local onde o ritual seria realizado. Cansados, mas sem opções, eles saíram para a batalha final.
A PORTA PARA A TERRA DOS MORTOS
Lady Scarlet não conseguiu sair de seu refúgio por algum motivo mágico estranho, e Marie, não ficando muito confortável em combates (uma das Características da sua ficha), preferiu ficar para não atrapalhar. Assim, os demais seguiram para impedir o fim do mundo. O espírito de Levi os deixou num prédio, afirmando que em seu subsolo havia um portal para a Terra dos Mortos, local onde a porta para Nyarlathotep seria aberta. Ao atravessarem o portal, eles entraram com corpo e alma no mundo dos mortos, o reflexo distorcido e azul da nossa realidade. Lá, mesmo sem magia, eles poderiam tornar seus espíritos armas para lutar, e foi isso que fizeram quando encontraram Matheus Ervans, o príncipe vampírico e responsável por boa parte dos males que eles sofreram até ali. Após uma breve batalha, mas que quase matou alguns deles, conseguiram chegar até o local do ritual: a Trafalgar Square do mundo dos mortos. Uma espiral de almas seguia para o céu naquele ponto e o ritual já havia começado. No centro de tudo estava Judas, sozinho, protegendo sua obra máxima. Eles então lutaram contra a forma verdadeira do demônio (uma espécie de Balrog, só que sem chamas no corpo), que quase matou Ezili no processo.
Foi então que “O Mendigo” terminou de conjurar sua magia de teleporte e a liberou para que fugissem dali. Ficando por último, Terry Richards lançou no local a bomba de anti-matéria que haviam recebido de Sabrina Hills antes de partirem, destruindo com sua explosão não apenas toda a Trafalgar Square como também todo o mundo dos mortos. Entretanto, o demônio conseguiu se agarrar a Terry no último momento, sendo teleportado junto. Isso distorceu a magia do “Mendigo”, fazendo com que eles ficassem presos no cruzar dos planos com o demônio. Usando o resto de energias que ainda possuíam, eles lançaram ataques de energia no demônio, que foi jogado de volta para o abismo dos mortos. Sem nenhuma perda, todos retornaram para a realidade. Muito enfraquecidos, David e Ezili caíram no chão, sendo ajudados por Laureen e Terry. Tendo cumprido com seu papel, Edgar se despediu deles e foi embora. Quanto ao “Mendigo”, ele usou sua última magia para se teleportar dali, deixando Laureen e Terry sem saber onde estão Carrie e Symbiam.
A neve começou a cair no início daquela noite.
O mundo estava mergulhado no caos.
E, acima das nuvens, tentáculos ancestrais retornavam ao mundo uma segunda vez.
FIM
CONCLUSÕES, PONTAS SOLTAS E CURIOSIDADES
Pois é gente, acabou o que era doce. É claro que o RPG foi curto, mas após três meses de jogo e muitas mudanças no sistema já meio que estava na hora de mudar. De fato, o RPG poderia ter tido mais uma sessão, só que a desistência de dois jogadores (Hanói e Blood; motivos diferentes, claro), a constante ausência de outros (Flávio duas vezes e Buca só veio para duas sessões), além do clima ruim que o cenário deixou em mim após o meu “fracasso” no fórum, acho que estava mais que em tempo de terminar. E poxa, são três meses! Quero narrar outras coisas também. XD
Como o RPG poderia ter tido mais uma sessão, algumas pontas ficaram soltas. Começo citando a relação de Symbiam, Terry e David (Thalysson). “Encontrar a irmã perdida” era uma das metas de David e, mesmo que Thalysson tenha deixado este Aspecto de lado, acabei resolvendo por um dos vilões justamente como sendo ela. Entretanto, a relação deles e a “libertação” de Symbiam teria que ter tido mais uma sessão para ocorrer de fato, só que Flávio me “ajudou” bastante jogando a personagem pra outra dimensão e assim dando espaço para acelerar as coisas.
Outra ponta solta foi o personagem Arthur Hearth, citado pelo mentor de Ezili no final da 5ª sessão. Este personagem iria aparecer no RPG como um “porto seguro” para os personagens dos jogadores, e uma ajuda no final de todas as coisas. Entretanto, ele só ia dá as caras após a batalha contra o desaurido, mas como surgiu o espaço para acabar o RPG ali adiantei as coisas e disse que os únicos magos restantes em toda Londres eram os que estavam no refúgio de Lady Scarlet (listando: Scarlet, Edgar, Terry, Marie, Laureen, David, Ezili, e “O Mendigo”).
E a última ponta solta é o que exatamente houve com os personagens de Hanói e Blood. Como Hanói saiu bem cedo do RPG, o sumiço do personagem dele não fez falta, mas o de Blood sim, pois ele até participou da reunião da 4ª sessão. Estes dois personagens eram justamente os visados pelo nefandi russo, o Van, mas como ambos saíram do RPG acabou que nem ele, nem a Symbiam (que vivia junto do Van), foram bem desenvolvidos. Fica aí, então, o mistério sobre o que houve com eles.
E este RPG tem curiosidade? Sim senhor, e vamos a elas!
- Sabrina Hills é uma personagem de outrora dos meus RPG de Mago, a Ascensão. Ela era uma Adepta da Realidade, assim como o já famigerado Sebastian Gonzales de Flávio, mas foi capturada pela tecnocracia e transformada numa agente;
- Judas Carionte era um Nephilim, uma espécie de anjo caído. Ele passou a servir Ourter God Nyarlathotep (dos contos de H. P. Lovecraft) após o Grande Dilúvio. Os motivos não importam;
- Lady Scarlet, Adrian Lins e Edgar Philler são personagens que foram apresentados no RPG de Feiticeiros do fórum, onde a primeira e o segundo eram NPCs, e o terceiro era o personagem da jogadora Rayara;
- Agregord, o gárgula, tinha toda uma história elaborada para ser apresentada dentro do jogo, mas acabei desistindo dela (e até esqueci), pois isso poderia tirar o foco da história dos personagens dos jogadores em si;
- A Adaga de Rakasha, o artefato que o russo Van Vakslovth havia oferecido ao personagem de Blood como pagamento era a ÚNICA forma de impedir o retorno de Nyarlathotep, pois ela seria usada para cortar a ponte de espíritos que ligava o plano do Outer God com a Terra no momento do ritual. O nefandi sabia disso, e ele estaria dando ao personagem de Blood justamente como forma de impedir o plano do demônio. Sim, ele estava arrependido do que tinha feito, ainda mais quando seu filho Levi foi transformado em desaurido! Tá vendo porque TODO personagem dos jogadores é importante? Acabei mudando meus planos no fim, mas tudo bem;
- Marie, a personagem de Buca, deixaria o vampiro Matheus apaixonado por ela. Sim, o vampiro FDP do jogo ia se apaixonar pela nossa cantora negra! Agora Marie gostar dele dependeria da situação. Isso daria muitos plots pro jogo. Putz, o NPC racista mor do jogo ia ficar apaixonado justamente por uma maga negra!? Enfim… Buca faltou muito e não deu pra desenvolver esse lado da história também. Acabei resumindo tudo a um “a irmã de Marie foi assassinada por vampiros” e ponto. Uma pena.
E O SANDU RPG
Meu deus, quanto texto! Pois é, fim de jogo requer muitas observações. Por isso serei curto agora com os comentários acerca do nosso sistema. O SANDU RPG provou ser um sistema bem firme e divertido, após todos os ajustes feitos, claro. Os usos dos pontos de Vontade ficaram bem bacanas, mas a quantidade absurda de Aspectos acabou atrapalhando um pouco na hora de explorá-los melhor. Assim, na atualização do SANDU, o personagem só terá 5 Aspectos. Para compensar esta diminuição, a Vontade gasta numa sessão será zerada e, na próxima sessão, retornará a sua quantidade inicial. Isso estimulará mais gastos dela, e a melhor exploração dos Aspectos.
Outro detalhe que será mudado é a quantidade Atributos/Verbos. Hoje eles são 12, tendo cada um sua funcionalidade bem definida. Entretanto, muitos Atributos podem confundir os jogadores e até o narrador, atrapalhar no decorrer do RPG e demorar a evoluir. Assim, eles serão resumidos a apenas 6, facilitando as coisas (e até lembrando um pouco D&D, mesmo que sejam diferentes). O sistema em si não sofrerá mudanças graves, apenas melhorando certos pontos ainda obscuros. Por fim, o sistema de magia se mostrou ótimo, mas apenas para narradores experientes. Há um controle de como gastar as magias, de que áreas o personagem domina, mas não há um controle do nível de poder que o mago consegue conjurar. Assim, a mecânica será revista para facilitar a vida do narrador e, quem sabe, a forma atual de fazer magia possa até virar algo opcional (é certo que o SANDU terá pelo menos duas formas de se fazer magia).
E é isso aí pessoal! Obrigado aos jogadores, a quem leu e espero comentários.
Até and Bye…
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Olá,
Confesso que fiquei surpreso, estava esperando mais umas três sessões. Mas foi um jogo divertido, e acho que só não foi mais porque a gente ficou mudando demais de ficha. XDDD Mas valeu a experiência, além de ter testado o Sandu, né?
Tio, agora só falta tu participar mais como jogador nas mesas. XDDDD
Bonanças.
Atenciosamente,
Leishmaniose
@Leish
Cara, eu já estou participando, seja no fórum ou na mesa. Eu não quero jogar todos os RPG de vocês, mesmo pq tem coisa com a qual não me identifico como jogador (e mestres que prefiro evitar). Ainda assim, é só lembrar que eu existo que venho pras sociais.
Com relação ao Feiticeiros, o “cenário-plágio” meio que surgiu do nada e acho que está fadado a ser esquecido. Eu realmente perdi o jeito para jogos “Mundo das Trevas”, já que minha “adolescência sombria” ficou pra trás (e era o que me inspirava bastante na época), mas quem sabe jogando um pouco eu volte a querer me instigar com este jeito de narrar. Deixemos o cenário de molho, e não totalmente descartado como o Cross Anima (mesmo pq ele foi destruído no final) e o Ivalice (que não quero mais ver nem cravejado de diamantes).