Olá pessoas!
Mais um diário de sessões e dessa vez TEVE JOGO! Eba! Como Thalysson tinha faltado na última sessão, só tive que atualizar ele e sua ficha das mudanças que ocorreram, e depois deu pra começar de vez o RPG. Infelizmente tivemos duas faltas de jogadores: Flávio (dormiu no ponto, literalmente) e a Bucca (eita Carnaval bom o dela); mas não foi uma sessão que exigisse de fato a presença de todos. Agora sem delongas, o que houve!
Diários Anteriores: Diário #01; Diário #02.
INTRODUÇÕES
O único problema de começar um novo RPG é justamente começar. E quando você está desacostumado a narrar algo mais narrativo… Putz, pense! Na hora trava legal, e como trava. Acho que enrolei por uns 20 minutos para só então colocar o bonde pra andar, mas enfim o bicho pegou velocidade e desceu a ladeira. E como começar é complicado… O primeiro momento do RPG foi marcado por uma profecia. Todos os personagens tiveram sonhos/pesadelos na noite do dia 21 de Dezembro de 2012 (sim, o jogo é no futuro), mas o fato marcante desde acontecimento foi que todos receberam a mesma mensagem ao seu final.
– O véu caiu. A porta está amostra. Precisamos apenas da chave.
Esta mensagem veio aos personagens de maneiras diferentes no sonho, afetados por suas crenças e paradigmas, mas no fim todos a compreenderam desta forma. Dito isso, os personagens foram introduzidos a trama. A história começa no primeiro dia após o recesso de fim de ano. Londres está um gelo devido o inverno rigoroso, mas todos seguem suas vidas normalmente. E aí entra a dificuldade nº 1: como apresentar os personagens e inseri-los numa trama única? Eles são bem diferentes uns dos outros, por isso foi difícil tentar construir um fato que os ligassem de alguma forma. Mas a coisa meio que se seguiu bem, ao seu modo. Segue o feito:
- Laureen D. Silverfox (Leish) é uma estudante universitária de música, e assim foi inserida no RPG, juntamente com o igualmente universitário, só que de Física, David Richards (Thalysson). E foi do encontro deles que até saiu a primeira magia do RPG, onde Laureen fez David passar horas no banheiro fazendo o intestino cantar. Ambos receberam de seus amigos convites para ir a um pub que tinham ouvido falar e estavam curiosos para ver se o local era bom mesmo;
- Carl “Schmitt” McIntyre (Hanói) é um advogado de defesa, e estava justamente trabalhando (e vencendo) um caso importante quando, ao final da sessão, recebeu um convite misterioso e intrigante para ir a um pub. Interessa, resolveu ir. Ao menos poderia beber um pouco no final do dia;
- O famoso professor de Ciências Sociais da universidade de Cambridge, Larry Osborn (Blood), retornou as suas atividades acadêmicas e, após dar as suas duas aulas do período matutino, recebeu um russo e sua assistente que o aguardava na secretaria da sua sala. Ele se apresentou como Van Vakslovth, um mago motivado por interesses místicos e que ficou sabendo que Osborn era bom em realizar certos “desejos”. Assim, ele propôs negócios com o professor, que aceitou a proposta. E a dica que Van pôde dar era começar num tal pub muito freqüentado por outros magos;
- Ezili Dantor (Joka) estava em sua loja de itens exotéricos quando Gustavo, um dos seus amigos, disse que um criminoso precisava de ajuda médica e o havia chamado. Após resolver o caso ele encontra Julios Donovan, seu antigo mentor do Coro Celestial, esperando-o na frente da sua loja. Após uma conversa “amistosa” sobre a mensagem do dia 21 de Dezembro, eles marcam um novo encontro num pub seguro na cidade.
Assim, os personagens foram inseridos na trama, e se encontrariam pela primeira vez justamente numa “taverna”.
O PUB “THE RED QUEEN”
A idéia que eu tinha para o pub The Red Queen era unir os personagens sob uma causa, mas aí a dificuldade nº 2 se fez presente. As personalidades e metas diferenciadas de cada um dificultaram as coisas, onde achei mais interessante tratar cada um individualmente e aproximar os mais semelhantes (ao menos que poderiam ter o que conversar). Assim, foi fácil fazer os dois jovens universitários se aproximarem (Leish e Thalysson), enquanto que Larry e Ezili (Blood e Joka) só precisavam de uma “deixa” para ouvirem de cada o que poderiam lhes interessar. Inserir Carl (Hanói) foi mais complicado, e ainda bem que o fiz ter uma cena mais prolongada com o Van Vakslovth antes de todos os outros personagens chegarem ao pub.
O The Red Queen é um pub aconchegante e cheio de pessoas diferentes, tendo até uma pequena pista de dança. Sua proprietária é a formosa e belíssima maga Lady Scarlet, possivelmente a única Cultista do Êxtase de toda Londres. Somente foi apresentada quando todos os personagens estavam no pub, e ela demonstrou ser um NPC inicialmente cativante. Foi então que houve o clímax da sessão, mesmo não envolvendo diretamente os personagens. Um grupo com seis jovens vampiros entraram no pub, todos cheio de moral, e após chamarem a atenção para si derrubaram o segurança do local com bastante agressividade. Exigiram que Lady Scarlet cumprisse com suas exigências de expurgar o local da presença de não-britânicos, já que o pub estava em seu território, principalmente pessoas como Ezili (negro e haitiano). Entretanto, a dama respondeu a exigência beijando calorosamente o haitiano, mostrando que pouco se importava com aquele absurdo e que respeitava seus clientes fossem quem fossem. Resultado: o segurança do pub se levantou e, mostrando sua forma verdadeira (um gárgula), expulsou os vampiros intimidando-os. Passada a confusão, o pub retornou as suas atividades e, aos poucos, cada um seguiu seu rumo. Um destaque para a inscrição de “WAR” feita com sangue que Laureen e David viram após saírem do local.
CONCLUSÕES
Assim acabou a primeira sessão “real” de jogo. Foram apenas cinco dos sete jogadores, mas foi o suficiente para dá trabalho na hora de decidir o que fazer com cada um e interpretar as cenas isoladas. Mas não foi tão complicado quanto achei que seria. Fazia tanto tempo que eu não mestrava algo mais narrativo que eu não estava me sentindo confortável para começar o RPG, mas até que saiu bem (espero). E o que avaliar o SANDU RPG por hora? Ele não foi muito solicitado hoje, somente a parte dos conflitos entre os personagens de Leish e Thalysson (e se provou estável neste aspecto).
Optei por decisões diretas e sucessos automáticos, dadas as circunstâncias mais interpretativas que governaram esta sessão, mesmo quando usando de magias. Acho apenas que enchi o saco dos jogadores quanto ao Domínio Prontidão, mas foi só para saber se eles percebiam os detalhes da cena mais rapidamente. De qualquer forma tenho que tomar o cuidado para não transparecer que este é um Domínio crucial. Além disso, eu tornei BEM automático o fato de sentir sensações mágicas, o que de fato não deveria ocorrer tão facilmente. Quem tem a esfera Alma até poderia ter tais sensações automaticamente, mas afora isso apenas com um teste do Domínio Concentração para sentir presenças. Se continuar assim ficará muito fácil identificar inimigos. Não esquecer isto! XD
Até and Bye…
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