Olá pessoas!
Hoje começo uma série de postagens para analisar e anotar o desempenho do sistema experimental SANDU RPG, sistema de minha autoria e com nome escolhido a dedo, fazendo as observações relevantes e contextualizando explicando o que houve nas sessões teste. Para começar as postagens vou contextualizar o cenário do RPG e escrever as primeiras observações após a sessão.
PROPOSTA DO JOGO
Conhece Mago, a Ascensão, cenário único do antigo Mundo das Trevas da linha Storyteller? O cenário do nosso RPG é basicamente o mesmo, só que numa visão mais pessoal do mestre (eu). Para quem conhece os jogos da linha storyteller, ou não, as mudanças principais é que apenas magos e vampiros são criaturas relevantes no cenário, onde os demais seres sobrenaturais existem, mas não apresentam padrões de comportamento ou de sociedade relevantes. Os vampiros têm sua própria sociedade e vivem inseridos em intrigas particulares, enquanto que os magos vivem suas vidas normalmente e isolados, mas sempre fugindo silenciosamente das ações “eliminadoras de caos” da NOM (leia mais adiante o que significa). Uma característica que precisa ficar clara é que os humanos vivem normalmente sem saber da existência dos seres sobrenaturais, isto por escolha própria destes seres e pelo fato da organização conhecida como NOM eliminar toda forma de “irrealidade” que tenta transgredir as regras da ordem e normalidade.
A cidade é Londres e o ano é 2012 (sugestivo…). Os personagens são magos de poder relativo e que, usando de seus paradigmas (o que pensam ser sua magia), vivem suas vidas normalmente, ao menos por hora. Eventos estranhos estão ocorrendo e que abalarão não apenas suas vidas, mas também a forma de enxergar o sobrenatural em todo o mundo. (e que venha o fim de todas as coisas!)

ELEMENTOS DO CENÁRIO
Postados no seguinte link…
O SISTEMA
O sistema que usaremos no RPG é o SANDU RPG. Trata-se de um sistema ainda em teste, em estilo narrativo e com a finalidade de ser fácil, de uso genérico e que qualquer pessoa possa entendê-lo (jogadores experientes e novatos). Tamanho objetivo o torna um sistema que precisa ser muito testado e avaliado antes de ser lançado oficialmente, seja na net ou em livro. Como eu tenho a pretensão de vender o sistema posteriormente não fica “legal” postá-lo de fato por hora, mas aí vai algumas informações para inteirá-lo do mesmo (no caso para quem não está jogando).
O SANDU RPG segue a premissa de vários sistemas tradicionais, com a temática de ATRIBUTO + PERÍCIA para fazer testes, só que aqui chamados de Verbos e Domínios, respectivamente (a princípio, ao menos). Ele é um sistema que usa d20, e apenas 1d20 (nenhum dado a mais), sendo bem simples de usar e embasado na temática da superação de Desafios e não enfrentar outras fichas para monstros e adversários. Assim, o adversário enfrentado poderá ser qualquer coisa, desde a natureza em sua fúria ou uma legião de monstros, onde cada ação terá uma dificuldade para ser superada (CD para quem está acostumado com D&D). Isso facilita a narrativa de improviso, a criatividade na hora de inventar adversários e poderes e não prende o mestre as regras de construção de ficha que os personagens têm na hora de inventar seu grande vilão. Outras características importantes é que existem três Resistências (Física, Mental e Social), não existem PVs, há uma boa lista de Condições que podem afetar os personagens, e que apenas os jogadores rolam os dados.
Demais detalhes precisariam de explicações mais prolongadas, mas por hora vamos ficar com a simplicidade uma vez que muita coisa ainda pode ser mudada.
AVALIAÇÕES PRÉVIAS DO SANDU RPG
Como sempre a primeira sessão é para fazer a ficha e tirar as dúvidas. Até que eu desejava narrar uma abertura para o RPG, mas após ver as mentes criativas dos meus 6 jogadores com seus personagens eu realmente fiquei assustado o suficiente para “arregar” e pensar melhor em como começar as coisas. Não vou listar ainda os personagens e jogadores pq sei que na próxima sessão eles poderão mudar uma coisa aqui e ali, para refinar a ficha e associar melhor a sua história, mas posso adiantar que o sistema de magias do SANDU me deixou intrigado.
As magias no SANDU RPG funcionam mais ou menos como no Mago, a Ascensão, onde os magos precisam possuir um paradigma que defina os limites e alcance da magia do personagem. A diferença primordial para o sistema de referência é que não há Arete e Esferas, pois está tudo limitado a criatividade, paradigma e energia que o mago possui para a sua conjuração. Assim, existe a Mana neste sistema, que é gasta para acrescentar efeitos na magia e torná-la mais poderosa. Quanto mais se gasta de Mana menos magia poderá ser feita até ela ser recuperada, mas ao menos a magia se torna bem poderosa. A vantagem deste método é que confere liberdade na hora de fazer a magia, mas liberdade demais pode gerar exageros desagradáveis e indesejados, e este é um dos fatores que mais me assustou na hora que vi e ouvi o paradigma dos personagens dos meus jogadores.
Outro fator importante no sistema de magia é que ele está difícil de entender, mesmo para jogadores com alguma experiência. É claro que jogadores acostumados com muitos sistemas conseguem captar a essência e saber como brincar com o SANDU RPG, mas como eu pretendo lançar o sistema também para jogadores e mestres novatos, a liberdade excessiva do sistema de magias com certeza assustará e facilitará a perda do controle do jogo. Assim, mestres novatos não conseguiriam usar bem o sistema por não ter experiência suficiente para julgar limites ou ter a postura “certa” para impedir exageros por parte de jogadores oportunistas e que queiram apenas exagerar em tudo que façam para serem poderosos. Esta foi uma observação feita inclusive pelos meus próprios jogadores, que são bem experientes com jogos de RPG (e como eu narro). Complicado…
Desta forma, fica provado que o sistema de magia do SANDU RPG, mesmo podendo vir a ser funcional (precisamos testá-lo de fato), não é útil para atender o objetivo de criar um sistema entendível e usável por jogadores novatos. Mas isto não impedirá o RPG de ocorrer. O bom desta mecânica para as magias é que ela é bem útil para ser usada em outros jogos, com jogadores mais entendidos, e é isso que pretendo testar por agora. Após os testes preliminares poderei pensar em como facilitar as coisas sem criar uma mecânica que fuja dos padrões narrativistas.
Por hora é isso pessoal.
Até and Bye…
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Olá,
Curti essa do sistema aberto ser um sistema alternativo para mestres mais experientes. o.o Assim dá duas alternativas. Boa sacada.
Bonanças.
Atenciosamente,
Leishmaniose
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